terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Análise sobre a educação de PS

1.    Introdução
Quando se fala em educação para pessoas com surdez surge logo um embate: de um lado os gestualistas defendem que a língua a ser utilizada nessa educação é a se sinais, porém do outro lado estão os oralistas defendendo que a Língua Portuguesa se sobreponha. Infelizmente, problemas como esse, além dos de ordem política e epistemológica norteiam a educação de PS há séculos. Todos esses entraves precisam e podem ser superados através de práticas pedagógicas que não centrem o problema apenas na língua, pois se a nossa educação está além do simples uso de uma língua, porque a dos surdos não?  

2.    Aspectos da educação e do AEE para PS
Pessoas com surdez possuem problema auditivo e apenas isso, porém muito ainda são visadas com capacidade inferior às pessoas ouvintes. Associar a surdez à incompetência ou incapacidade é de uma ignorância lamentável. Não poder ouvir, não é sinônimo de não poder raciocinar, não poder memorizar, não poder aprender. Eles podem fazer tudo isso se utilizando de outras ferramentas que substituam a necessidade da audição quando houver. Olhar para uma pessoa com surdez e enxergar apenas sua perda auditiva é como olhar para uma rua e enxergar apenas os muros que cercam as residências. Porém devemos lembrar que as residências possuem portas e janelas que se abrem para a entrada e saída de pessoas, de ar, entre outros. Assim, como um surdo, que possuem tantas capacidades, potenciais e outras formas de interagir com o mundo. Por isso é de fundamental importância que as escolas adotem práticas pedagógicas que secundarizem a deficiência e sobreponham os potenciais.
Sendo assim, não deve ser admitido que o trabalho a ser desenvolvido com um aluno com surdez se resuma à linguagem a ser utilizada. Até porque a aquisição da língua de sinais não significa a garantia de um aprendizado relacionado ao pensamento, raciocínio e outros. O currículo de uma escola não trata apenas disso. Aliás, o currículo das escolas é algo a ser discutido, pois ainda é falho no que diz respeito à inserção de linguagem de sinais.
O Atendimento Educacional Especializado para casos de Pessoa com Surdez passa por três momentos:
·         o AEE em Libras: quando se trabalha de forma antecipada os conteúdos a serem estudados em sala de aula regular, a fim de facilitar o aprendizado nesse momento;
·         o AEE para o ensino da língua portuguesa: o qual é composto pelo uso da escrita, das regras gramaticais, adequações ao uso e construção de textos, objetivando sua inserção como sujeito na sociedade;
·         o AEE de Libras: no qual é importante que o professor também seja uma pessoa com surdez e é um momento importante de interação.


3.      Conclusão
A linguagem para os surdos não deve ser visto como um problema, mas sim como uma ferramenta que precisa de incentivo educacional e mais profissionais preparados para colaborar. Além disso, reforçamos a ideia de que o processo educacional envolve fatores sociais, políticos e culturais e devem ser tratados dentro da escola e minimizar a responsabilidade que a linguagem carrega sobre o desenvolvimento das pessoas com surdez. Quando entendermos e considerarmos a utilização de metodologias visuais e coerentes, a qualificação dos professores tanto da sala de aula regular quanto do AEE, as características individuais do aluno e sua utilização comunicação via bilíngue, estaremos no caminho certo para uma melhor educação de pessoas com surdez.

4.    Referências Bibliográficas
DAMÁZIO, M. F. M.; ALVES, C. B. Atendimento Educacional Especializado do aluno com surdez. Capítulo 2. São Paulo: Moderna, 2010.

Um comentário:

  1. Olá colega,

    Muito bom seu texto, você toca em alguns pontos importantes como não olhar a surdez como limitação sem superação, ou seja problema, mas sim uma ferramenta a ser utilizada, bem como, ressalta a necessidade da revisão curricular, no tocante, a inserção da LIBRAS.

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