Análise sobre a educação de PS
1.
Introdução
Quando se fala em educação para pessoas com
surdez surge logo um embate: de um lado os gestualistas defendem que a língua a
ser utilizada nessa educação é a se sinais, porém do outro lado estão os
oralistas defendendo que a Língua Portuguesa se sobreponha. Infelizmente,
problemas como esse, além dos de ordem política e epistemológica norteiam a
educação de PS há séculos. Todos esses entraves precisam e podem ser superados
através de práticas pedagógicas que não centrem o problema apenas na língua,
pois se a nossa educação está além do simples uso de uma língua, porque a dos
surdos não?
2. Aspectos da educação e do AEE para PS
Pessoas com surdez possuem problema auditivo e
apenas isso, porém muito ainda são visadas com capacidade inferior às pessoas
ouvintes. Associar a surdez à incompetência ou incapacidade é de uma ignorância
lamentável. Não poder ouvir, não é sinônimo de não poder raciocinar, não poder
memorizar, não poder aprender. Eles podem fazer tudo isso se utilizando de
outras ferramentas que substituam a necessidade da audição quando houver. Olhar
para uma pessoa com surdez e enxergar apenas sua perda auditiva é como olhar
para uma rua e enxergar apenas os muros que cercam as residências. Porém
devemos lembrar que as residências possuem portas e janelas que se abrem para a
entrada e saída de pessoas, de ar, entre outros. Assim, como um surdo, que
possuem tantas capacidades, potenciais e outras formas de interagir com o
mundo. Por isso é de fundamental importância que as escolas adotem práticas
pedagógicas que secundarizem a deficiência e sobreponham os potenciais.
Sendo assim, não deve ser admitido que o trabalho
a ser desenvolvido com um aluno com surdez se resuma à linguagem a ser
utilizada. Até porque a aquisição da língua de sinais não significa a garantia
de um aprendizado relacionado ao pensamento, raciocínio e outros. O currículo
de uma escola não trata apenas disso. Aliás, o currículo das escolas é algo a
ser discutido, pois ainda é falho no que diz respeito à inserção de linguagem
de sinais.
O Atendimento Educacional Especializado para
casos de Pessoa com Surdez passa por três momentos:
·
o AEE em Libras:
quando se trabalha de forma antecipada os conteúdos a serem estudados em sala
de aula regular, a fim de facilitar o aprendizado nesse momento;
·
o AEE para o
ensino da língua portuguesa: o qual é composto pelo uso da escrita, das regras
gramaticais, adequações ao uso e construção de textos, objetivando sua inserção
como sujeito na sociedade;
·
o AEE de Libras:
no qual é importante que o professor também seja uma pessoa com surdez e é um
momento importante de interação.
3. Conclusão
A linguagem para os surdos não deve ser visto
como um problema, mas sim como uma ferramenta que precisa de incentivo
educacional e mais profissionais preparados para colaborar. Além disso,
reforçamos a ideia de que o processo educacional envolve fatores sociais,
políticos e culturais e devem ser tratados dentro da escola e minimizar a
responsabilidade que a linguagem carrega sobre o desenvolvimento das pessoas
com surdez. Quando entendermos e considerarmos a utilização de metodologias
visuais e coerentes, a qualificação dos professores tanto da sala de aula
regular quanto do AEE, as características individuais do aluno e sua utilização
comunicação via bilíngue, estaremos no caminho certo para uma melhor educação
de pessoas com surdez.
4. Referências
Bibliográficas
DAMÁZIO,
M. F. M.; ALVES, C. B. Atendimento
Educacional Especializado do aluno com surdez. Capítulo 2. São Paulo:
Moderna, 2010.

Olá colega,
ResponderExcluirMuito bom seu texto, você toca em alguns pontos importantes como não olhar a surdez como limitação sem superação, ou seja problema, mas sim uma ferramenta a ser utilizada, bem como, ressalta a necessidade da revisão curricular, no tocante, a inserção da LIBRAS.