quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Tecnologia Assistiva

Tecnologia Assistiva é um termo ainda novo, que possui caráter interdisciplinar em sua atuação, utilizado para identificar todo o arsenal de produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida independente e inclusão.
O Objetivo principal da Tecnologia Assistiva é proporcionar à pessoa com deficiência maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado, trabalho e integração com a família, amigos e sociedade.
A Tecnologia Assistiva está organizada em categorias de acordo com a funcionalidade de cada uma:

1
Auxílios para a vida diária
Materiais e produtos para auxílio em tarefas rotineiras tais como comer, cozinhar, vestir-se, tomar banho e executar necessidades pessoais, manutenção da casa etc.
2



CAA(CSA)

  Comunicação aumentativa (suplementar) e alternativa
Recursos, eletrônicos ou não, que permitem a comunicação expressiva e receptiva das pessoas sem a fala ou com limitações da mesma. São muito utilizadas as pranchas de comunicação com os símbolos PCS ou Bliss além de vocalizadores e softwares dedicados para este fim.
3
Recursos de acessibilidade ao computador
Equipamentos de entrada e saída (síntese de voz, Braille), auxílios alternativos de acesso (ponteiras de cabeça, de luz), teclados modificados ou alternativos, acionadores, softwares especiais (de reconhecimento de voz, etc.), que permitem as pessoas com deficiência a usarem o computador.
4
Sistemas de controle
de ambiente
Sistemas eletrônicos que permitem as pessoas com limitações moto-locomotoras, controlar remotamente aparelhos eletro-eletrônicos, sistemas de segurança, entre outros, localizados em seu quarto, sala, escritório, casa e arredores.
5

Projetos arquitetônicos para acessibilidade
Adaptações estruturais e reformas na casa e/ou ambiente de trabalho, através de rampas, elevadores, adaptações em banheiros entre outras, que retiram ou reduzem as barreiras físicas, facilitando a locomoção da pessoa com deficiência.
6
Órteses e
próteses

Troca ou ajuste de partes do corpo, faltantes ou de funcionamento comprometido, por membros artificiais ou outros recurso ortopédicos (talas, apoios etc.). Inclui-se os protéticos para auxiliar nos déficits ou limitações cognitivas, como os gravadores de fita magnética ou digital que funcionam como lembretes instantâneos.
7
Adequação Postural

Adaptações para cadeira de rodas ou outro sistema de sentar visando o conforto e distribuição adequada da pressão na superfície da pele (almofadas especiais, assentos e encostos anatômicos), bem como posicionadores e contentores que propiciam maior estabilidade e postura adequada do corpo através do suporte e posicionamento de tronco/cabeça/membros. 
8
Auxílios
de mobilidade

Cadeiras de rodas manuais e motorizadas, bases móveis, andadores, scooters de 3 rodas e qualquer outro veículo utilizado na melhoria da mobilidade pessoal.
9

Auxílios para cegos ou com visão subnormal



Auxílios para grupos específicos que inclui lupas e lentes, Braille para equipamentos com síntese de voz, grandes telas de impressão, sistema de TV com aumento para leitura de documentos, publicações etc.
10
Auxílios para surdos ou com déficit auditivo
Auxílios que inclui vários equipamentos (infravermelho, FM), aparelhos para surdez, telefones com teclado — teletipo (TTY), sistemas com alerta táctil-visual, entre outros.
11
Adaptações em veículos
Acessórios e adaptações que possibilitam a condução do veículo, elevadores para cadeiras de rodas, camionetas modificadas e outros veículos automotores usados no transporte pessoal.

A figura abaixo representa a Ponteira de cabeça:


São acoplados à cabeça por meio de bandas elásticas, por exemplo, podendo afixar diversos materiais como lápis, pincéis, canetas, entre outros.
Essa ferramenta é utilizada no caso de crianças sem possibilidade de usar as mãos e com ela fazer, além da digitação, o desenho, a pintura, virar a página, entre outros.
Existem ponteiras confeccionadas com baixo custo, como, por exemplo, a mostrada na figura abaixo.















Essa ponteira foi confeccionada com tecido, material alternativo, de baixo custo que permite a inclusão de pessoas que não tem acesso ao produto mais sofisticado.
De custo elevado ou baixo, o importante é permitir que o aluno com deficiência possa se utilizar de recursos de Tecnologia Assistiva que os auxiliem no seu desenvolvimento.


Referências

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O que aprendi


Antes de iniciarmos esse curso, a minha visão a respeito do papel do profissional que atua na SRM era bastante simplista. Pensava que sua função era apenas complementar pedagogicamente o trabalho do professor da sala de aula regular. Hoje percebo que meu pensamento realmente estava muito limitado. Depois de algumas leituras e do contato com as colegas do curso, passei a enxergar o professor do AEE como peça fundamental na vida escolar e social dos alunos público alvo da educação especial.
É de importância imensurável o trabalho desempenhado por esse profissional, pois tudo o que é feito é planejado com muito cuidado de forma a atender individualmente os alunos, investigando suas dificuldades, analisando cada caso, estudando os materiais e as atividades apropriadas e analisando os resultados a fim de fazer as alterações necessárias à obtenção de resultados cada vez melhores.
Tudo isso acontece primeiramente com o estudo de caso, pois é através dele que o professor da SRM conhece a fundo o seu aluno. É esse instrumento que descreve dados clínicos e as dificuldades do aluno em seu contexto educacional, bem como suas habilidades, preferências, sua relação com os colegas, com os profissionais da escola, com a família. Enfim, traça um perfil completo do aluno desde o seu nascimento, constando um histórico dele em seus aspectos cognitivo, social, físico e escolar.
O estudo de caso deve ser a primeira tarefa do professor do AEE ao receber um aluno, pois vai ser baseado nesse estudo, nessa análise de dados que o profissional vai preparar o seu planejamento, ou Plano de AEE. Esse basicamente é o planejamento das atividades a serem desenvolvidas com aquele aluno. O Plano de AEE é individual e precisa atender às necessidades do aluno. Ele deve garantir que o aluno obtenha sua autonomia ao acesso, permanência e participação na escola. É também no Plano de AEE que o professor vai descriminar todas as ferramentas necessárias ao desenvolvimento desse aluno, tal como materiais, espaço físico ou outros profissionais se julgar necessário.

Enfim, é um trabalho que precisa de muita dedicação. O professor de AEE, como já dito anteriormente, tem papel fundamental em vários níveis de desenvolvimento dos alunos da educação especial.