quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Audiodescrição: transformando imagens e aprendizagens.

Gostaria de compartilhar com vocês o link de um vídeo muito legal para ser aplicado em sala de aula ou sala de recurso. O link é o seguinte: http://www.filmesquevoam.com.br/filme.php?id=476.
Esse vídeo que é intitulado a Bruxinha Lili e a Baleia Belena, conta a história de uma bruxinha muito curiosa que queria saber se o mar é azul ou verde e sai para esclarecer essa dúvida passeando em sua vassoura voadora, até encontrar a baleia Belena e solucionar sua questão.
Na verdade, a sugestão desse vídeo não é apenas pela história narrada nele, mas também pela audiodescrição que acompanha a sua reprodução , o que possibilita  o aproveitamento deste com alunos deficientes visuais.
Segundo FRANCO e SILVA, em Audiodescrição: transformando imagens em palavras, “A audiodescrição consiste na transformação de imagens em palavras para que informações-chave transmitidas visualmente não passem despercebidas e possam também ser acessadas por pessoas cegas ou com baixa visão”. Muitas pessoas não sabem, mas em dezembro de 2000 foi sancionada a lei 10.098 que ficou conhecida como a Lei da Acessibilidade por que estabeleceu normas e critérios para promover a acessibilidade de pessoas deficientes, e, dentre seus artigos, o de número 17 determina que “O Poder Público promoverá a eliminação de barreiras na comunicação e estabelecerá mecanismos e alternativas técnicas que tornem acessíveis os sistemas de comunicação e sinalização às pessoas portadoras de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação, para garantir-lhes o direito de acesso à informação, à comunicação, ao trabalho, à educação, ao transporte, à cultura, ao esporte e ao lazer.” Citei essa lei e esse decreto apenas para ilustrar que há 13 anos cerca de 20 milhões de brasileiros vêm tendo seus direitos descumpridos por resultado do entrave que ocorre entre interesses comerciais e direitos do cidadão, já que as emissoras de TV não cumprem as determinações, fazendo a audiodescrição parecer uma despesa extra que seria direcionada a uma minoria.
Coloquei aqui toda essa problemática que envolve a audiodescrição no Brasil para enfatizar a importância desse tipo de material que se encontra no link sugerido. Um material assim pode ser utilizado para um momento de conto de histórias explorando o lúdico com a bruxinha e os animais que falam, para trabalhar o reconto dessa história estimulando a produção textual e a interpretação, para alunos com baixa visão podem ser exploradas as cores e o que elas podem representar, para os que não conseguem distinguir as mesmas pode-se realizar uma atividade de associação destas com sensações, além de classificar os animais apresentados no filme em terrestres e aquáticos, ou estudar sua forma de locomoção (voar, andar e nadar).
Esse filme pode ser utilizado também por professores que não tem alunos deficientes visuais como forma de promover momentos de informação e integração a respeito desse problema. Assim, os alunos podem ser estimulados a assistirem o filme de olhos vendados e depois assistirem vendo, para discutirem quais pontos eles consideraram difíceis de imaginar ou pedir que eles refaçam a descrição do filme.
Enfim... Não perca tempo! Não deixe de assistir! Vale a pena!


Referências

BRASIL. Nota Técnica, Nº. 21. Orientações para descrição de imagem na geração de material digital acessível – Mecdaisy. MEC/SECADI/DPEE, 2012. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=10538&Itemid=

MOTTA, Lívia Maria Villela de Mello; FILHO, Paulo Romeu (Org.). Audiodescrição: transformando imagens em palavras. São Paulo: Secretaria do Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência, 2010. Disponível na opção LIVROS do site: www.vercompalavras.com.br.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Atividade com o nome próprio para DI

     Para um aluno com DI é essencial que seja trabalhada a sua organização mental, seu raciocínio e sua memória. Pensando nisso, estou apresentando e sugerindo uma atividade de simples confecção, baixo custo e fácil aplicação que irá trabalhar os aspectos expostos anteriormente.
     A atividade se utiliza basicamente do nome próprio da criança com DI, a partir do qual serão desenvolvidos a grafia do nome, o reconhecimento e a sequência das letras, além de explorar palavras que se iniciam com essas letras.
A figura abaixo representa o material a ser utilizado:

     A professora pode iniciar a atividade dizendo ao aluno que será construído o seu nome, então ela pergunta qual a letra inicial. Caso o aluno acerte, a professora pode esconder novamente a letra e questionar sobre as outras, ou pode facilitar deixando a letra acertada à mostra e a partir daí pode seguir a sequência do nome até o mesmo ser encerrado, ou optar por alternar a revelação das letras, dependendo do grau de limitação intelectual do aluno. Essa sugestão pode ser desenvolvida com outras palavras ou outros nomes próprios.
     Esse material é muito interessante pois, como já foi colocado, é de fácil confecção e possibilita diversas metodologias, sempre respeitando o nível de comprometimento mental do aluno, além disso, o mesmo material pode ser utilizado no AEE por diferentes alunos com DI, apenas diferenciando a metodologia a ser aplicada.

Fonte: Espaço Educar

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Tecnologia Assistiva

Tecnologia Assistiva é um termo ainda novo, que possui caráter interdisciplinar em sua atuação, utilizado para identificar todo o arsenal de produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida independente e inclusão.
O Objetivo principal da Tecnologia Assistiva é proporcionar à pessoa com deficiência maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado, trabalho e integração com a família, amigos e sociedade.
A Tecnologia Assistiva está organizada em categorias de acordo com a funcionalidade de cada uma:

1
Auxílios para a vida diária
Materiais e produtos para auxílio em tarefas rotineiras tais como comer, cozinhar, vestir-se, tomar banho e executar necessidades pessoais, manutenção da casa etc.
2



CAA(CSA)

  Comunicação aumentativa (suplementar) e alternativa
Recursos, eletrônicos ou não, que permitem a comunicação expressiva e receptiva das pessoas sem a fala ou com limitações da mesma. São muito utilizadas as pranchas de comunicação com os símbolos PCS ou Bliss além de vocalizadores e softwares dedicados para este fim.
3
Recursos de acessibilidade ao computador
Equipamentos de entrada e saída (síntese de voz, Braille), auxílios alternativos de acesso (ponteiras de cabeça, de luz), teclados modificados ou alternativos, acionadores, softwares especiais (de reconhecimento de voz, etc.), que permitem as pessoas com deficiência a usarem o computador.
4
Sistemas de controle
de ambiente
Sistemas eletrônicos que permitem as pessoas com limitações moto-locomotoras, controlar remotamente aparelhos eletro-eletrônicos, sistemas de segurança, entre outros, localizados em seu quarto, sala, escritório, casa e arredores.
5

Projetos arquitetônicos para acessibilidade
Adaptações estruturais e reformas na casa e/ou ambiente de trabalho, através de rampas, elevadores, adaptações em banheiros entre outras, que retiram ou reduzem as barreiras físicas, facilitando a locomoção da pessoa com deficiência.
6
Órteses e
próteses

Troca ou ajuste de partes do corpo, faltantes ou de funcionamento comprometido, por membros artificiais ou outros recurso ortopédicos (talas, apoios etc.). Inclui-se os protéticos para auxiliar nos déficits ou limitações cognitivas, como os gravadores de fita magnética ou digital que funcionam como lembretes instantâneos.
7
Adequação Postural

Adaptações para cadeira de rodas ou outro sistema de sentar visando o conforto e distribuição adequada da pressão na superfície da pele (almofadas especiais, assentos e encostos anatômicos), bem como posicionadores e contentores que propiciam maior estabilidade e postura adequada do corpo através do suporte e posicionamento de tronco/cabeça/membros. 
8
Auxílios
de mobilidade

Cadeiras de rodas manuais e motorizadas, bases móveis, andadores, scooters de 3 rodas e qualquer outro veículo utilizado na melhoria da mobilidade pessoal.
9

Auxílios para cegos ou com visão subnormal



Auxílios para grupos específicos que inclui lupas e lentes, Braille para equipamentos com síntese de voz, grandes telas de impressão, sistema de TV com aumento para leitura de documentos, publicações etc.
10
Auxílios para surdos ou com déficit auditivo
Auxílios que inclui vários equipamentos (infravermelho, FM), aparelhos para surdez, telefones com teclado — teletipo (TTY), sistemas com alerta táctil-visual, entre outros.
11
Adaptações em veículos
Acessórios e adaptações que possibilitam a condução do veículo, elevadores para cadeiras de rodas, camionetas modificadas e outros veículos automotores usados no transporte pessoal.

A figura abaixo representa a Ponteira de cabeça:


São acoplados à cabeça por meio de bandas elásticas, por exemplo, podendo afixar diversos materiais como lápis, pincéis, canetas, entre outros.
Essa ferramenta é utilizada no caso de crianças sem possibilidade de usar as mãos e com ela fazer, além da digitação, o desenho, a pintura, virar a página, entre outros.
Existem ponteiras confeccionadas com baixo custo, como, por exemplo, a mostrada na figura abaixo.















Essa ponteira foi confeccionada com tecido, material alternativo, de baixo custo que permite a inclusão de pessoas que não tem acesso ao produto mais sofisticado.
De custo elevado ou baixo, o importante é permitir que o aluno com deficiência possa se utilizar de recursos de Tecnologia Assistiva que os auxiliem no seu desenvolvimento.


Referências

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O que aprendi


Antes de iniciarmos esse curso, a minha visão a respeito do papel do profissional que atua na SRM era bastante simplista. Pensava que sua função era apenas complementar pedagogicamente o trabalho do professor da sala de aula regular. Hoje percebo que meu pensamento realmente estava muito limitado. Depois de algumas leituras e do contato com as colegas do curso, passei a enxergar o professor do AEE como peça fundamental na vida escolar e social dos alunos público alvo da educação especial.
É de importância imensurável o trabalho desempenhado por esse profissional, pois tudo o que é feito é planejado com muito cuidado de forma a atender individualmente os alunos, investigando suas dificuldades, analisando cada caso, estudando os materiais e as atividades apropriadas e analisando os resultados a fim de fazer as alterações necessárias à obtenção de resultados cada vez melhores.
Tudo isso acontece primeiramente com o estudo de caso, pois é através dele que o professor da SRM conhece a fundo o seu aluno. É esse instrumento que descreve dados clínicos e as dificuldades do aluno em seu contexto educacional, bem como suas habilidades, preferências, sua relação com os colegas, com os profissionais da escola, com a família. Enfim, traça um perfil completo do aluno desde o seu nascimento, constando um histórico dele em seus aspectos cognitivo, social, físico e escolar.
O estudo de caso deve ser a primeira tarefa do professor do AEE ao receber um aluno, pois vai ser baseado nesse estudo, nessa análise de dados que o profissional vai preparar o seu planejamento, ou Plano de AEE. Esse basicamente é o planejamento das atividades a serem desenvolvidas com aquele aluno. O Plano de AEE é individual e precisa atender às necessidades do aluno. Ele deve garantir que o aluno obtenha sua autonomia ao acesso, permanência e participação na escola. É também no Plano de AEE que o professor vai descriminar todas as ferramentas necessárias ao desenvolvimento desse aluno, tal como materiais, espaço físico ou outros profissionais se julgar necessário.

Enfim, é um trabalho que precisa de muita dedicação. O professor de AEE, como já dito anteriormente, tem papel fundamental em vários níveis de desenvolvimento dos alunos da educação especial.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Documentos importantes em AEE

• Resolução Nº 4, de 2 de outubro de 2009, que institui diretrizes operacionais para o atendimento educacional especializado na educação básica, modalidade educação especial. http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_09.pdf


• Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva, documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria nº 555/2007, prorrogada pela  Portaria nº
948/2007, entregue ao Ministro da Educação em 07 de janeiro de 2008.
http://www.caxias.rs.gov.br/_uploads/educacao/politica_educacao_especial.pdf


• Decreto 7.611 de 17 de novembro de 2011, que dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e outras providências.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7611.htm

Vídeos interessantes a respeito de tecnologias

O primeiro vídeo que assisti foi o Web 2.0 ( http://www.youtube.com/watch?v=X4n90pO-kRk ) que trata da facilidade em editar textos e informações de uma forma geral via internet. Diferentemente de um livro ou um documento escrito, as informações postadas ou disponibilizadas na internet são facilmente e constantemente alteradas, atualizadas e compartilhadas numa velocidade assustadora. Mas, creio que estamos nos acostumando com essa agilidade de informações.
O segundo vídeo que assisti foi Rafinha 2.0 ( http://www.youtube.com/watch? v=UI2m5knVrvg&eurl=http%3A%2F%2Ftdeduc%2Ezip%2Enet%2F )muito interessante pois utiliza o nome Rafinha para caracterizar essa nova geração "tecnológica". Trata-se de um vídeo que explora as facilidades de interação entre as diferentes partes do mundo. As pessoas hoje em dia conhecem o mundo inteiro sem sair da sua própria casa, basta alguns cliks. Achei interessante também a interação entre pessoas e máquinas, principalmente computadores, o que pode ser de difícil compreensão para os mais velhos, porém para a geração de "Rafinha" é algo muito comum. Reencontrar velhos amigos, matar a saudade, marcar uma saída, ouvir aquela música, conversar com várias pessoas ao mesmo tempo e até visualisá-las também. O mundo está muito digital, temos que cuidar para que nossas relações não passem para esse campo.

Site com documentos sobre AEE

O site abaixo contém informações importantes no que diz respeito à Implantação de salas de recursos multifuncionais, pois dá o suporte necessário a quem busca pelo assunto. O mesmo ainda traz arquivos correspondetes a decretos, manual de orientação do programa, relação das escolas comtempladas dentre outros. É importante salientar que trata-se de um site seguro da internet, já que é o portal do MEC. Segue o link:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17430&Itemid=817

Desafios e conquistas da EAD By Vanessa


Vanessa Maria Silva Menezes
Aracaju, 23/04/2013

Desafios e conquistas da EAD
A modalidade de Ensino a Distância é algo que está conquistando os estudantes dos mais variados cursos ou níveis. Antes criticada, agora é vista como importante, ou até mesmo única, alternativa para o desenvolvimento educacional de várias pessoas, principalmente as que moram em locais distantes de Universidades ou de difícil acesso.
Acredito que a grande vantagem de ser aluno EAD trata-se justamente da comodidade e da flexibilidade com relação aos horários destinados ao estudo. Os discentes têm a liberdade de organizar seu tempo de acordo com sua rotina diária ou de trabalho, além disso, faz seus trabalhos na sua própria residência, ou em qualquer outro lugar em posse de um computador.
         Apresenta-se como desvantagem a falta de contato físico entre aluno-professor, o que está impregnado em nossa mente quando se fala em aulas. Porém acredito que o ambiente virtual ainda tem um grande potencial a ser explorado a fim de minimizar esse aspecto. Acredito também que essa “distância” que se apresenta entre os integrantes depende da cooperação da turma em interagir com todos, não apenas com os colegas conhecidos, afinal, um comportamento como esse impede que se conheçam melhor outras pessoas, se façam novas amizades. A ideia é integrar diferentes pensamentos, discutir conceitos diversos e variados.
Ainda cito como um ponto positivo dessa modalidade de ensino, a possibilidade de pessoas tímidas ou com dificuldade de relacionar-se de participar mais virtualmente, de forma escrita através das discussões, da participação nos fóruns. Muitos estudantes, mesmo que já sejam profissionais da educação, podem se comportar de forma introspectiva quando se coloca em lugar de seus alunos, ou quando sente que está sendo avaliado, ou observado por outros profissionais.
         Compromisso é uma das palavras-chave da EAD, tanto para os tutores e coordenadores quanto para os alunos. A equipe pedagógica e técnica do curso devem estar preparadas e muito bem fundamentadas para superar as dificuldades e limitações que um curso a distância propõe. Ao mesmo tempo, os alunos precisam estar compromissados com as atividades, bem como com os prazos das mesmas.
         Então, encerro dizendo que estou me dedicando, cooperando e já assumi o compromisso que busquei ao me matricular nesse curso, espero que todos possamos interagir ao máximo e aproveitar essa interação da melhor forma.